
Soluços,lágrimas,casa armada,veludo preto nos portais, um homem que veio vestir o cadáver,outro que tomou a medida do caixão,caixão,essa, tocheiros, convites, convidados que entravam, lentamente, a passo surdo, e apertava a mão à família e alguns tristes, todos sérios e calados, padre e sacristão, rezas, aspersões d'água benta, o fechar do caixão, a prego e martelo, seis pessoas que o tomam da essa, e o levantam, e o descem a custo pela escada, não obstante os gritos, soluços e novas lágrimas da família, e vão até o coche fúnebre, e o colocam em cima e traspassam e apertam as correias, o rodar do coche , o rodar dos carros, um a um... Isto que parece um simples inventário eram notas que eu havia tomado para um capítulo triste e vulgar que escrevo.
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